03 de February de 2014
Postado por: Monique Marie @ Arquivado em: Resenhas

Livro: A Bruxa de Near
Série: A Bruxa de Near
Autores: Victoria Schwab
Páginas: 240
Editora: Planeta
Resenha por: Monique
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Fnac Extra Travessa

Na cidade de Near não existem estranhos e a velha história da Bruxa é contada apenas para assustar as crianças. Estas são as verdades que Lexi Harris ouviu durante toda a vida. Mas quando um estranho, um garoto que parece desaparecer como fumaça, surge em uma noite do lado de fora de sua casa, ela sabe que algo não está correto. Na noite seguinte, crianças começam a desaparecer de suas camas sem deixar qualquer vestígio e o estranho é o principal suspeito. Mas quando o garoto se oferece para ajudar na busca, algo no coração de Lexi diz que ele esconde outros segredos e não é o culpado. Ela estaria imaginando ou o vento parecia sussurrar através das paredes? Quando a busca pelas crianças se intensifica, o mesmo acontece com a necessidade de Lexi de saber sobre a Bruxa que talvez não seja só uma história para dormir…

A Bruxa de Near é uma história gostosa de se ler, nada muito profundo, mas realmente gostoso. O livro me lembra algumas histórias de bruxas que li quando era criança, daquelas que mostram pequenos vilarejos assombrados por bruxas más. Esse é Near. Um vilarejo pacato que guarda segredos não tão distantes da existência de uma bruxa extremamente poderosa.

O pai de Lexi sempre acreditou na existência e no poder da grande bruxa de Near e no poder das irmãs que moram na colina perto da vila, passando para a filha todo o seu conhecimento e respeito pela sua história. Lexi continuou acreditando mesmo após anos da morte de seu pai, o que foi de fundamental importância para ajudar a descobrir o mistério sobre o desaparecimento de crianças da vila no meio da noite.

O tempo da narrativa é curto, o que não cansa o leitor e dá um dinamismo gostoso. Os personagens principais são poucos e causam um certo amor e ódio durante a leitura, principalmente pelo tio de Lexi e o Conselho. Meu personagem preferido é Cole, o estranho que aparece na vila sem qualquer explicação na noite anterior ao sumiço da primeira criança. Cole é o tipo de bruxo que confesso que sempre quis ser, seu poder é incrível e a forma como ele tem que aprender a lidar com isso é uma das coisas que vale a pena ler.

Nós leitores conseguimos entender a mecânica do mistério do sumiço das crianças facilmente, mas o livro deixa para mostrar o que aconteceu de fato apenas nas últimas páginas. O fim é gostoso e tem um leve toque de romance, o que acaba deixando a história da bruxa em segundo plano. Ah, não se enganem, a capa não é a bruxa de Near, mas dá para adivinhar logo no começo do livro!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.



01 de February de 2014
Postado por: Monique Marie @ Arquivado em: Fora de Série, Resenhas

Livro: A Biblioteca Perdida
Autores: A. M. Dean
Páginas: 320
Editora: Prumo
Resenha por: Monique
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Fnac Extra Travessa

Emily Wess está prestes a ver sua vida mudar drasticamente. Numa hora, ela é uma pacata professora de história, sonhando com grandes descobertas e uma vida de aventuras ao melhor estilo Indiana Jones, seu herói da infância. Na outra, está embarcando em uma viagem ao redor do mundo, atrás de pistas deixadas por seu mentor, Arno Holmstrand. Pistas estas que a levarão a uma descoberta que não se igualava a nenhuma outra que ela pudesse imaginar: a localização da biblioteca perdida de Alexandria. Durante sete séculos, ela abrigou o maior patrimônio cultural e científico de toda a Antiguidade. O mundo julgava esse tesouro perdido, mas as evidências levam Emily a questionar a história. Agora, ela inicia uma corrida contra o tempo para impedir que o paradeiro da Biblioteca caia nas mãos erradas. À primeira vista, o livro pode parecer um thriller de conspiração aos moldes de O código Da Vinci, mas ele é mais do isso. Ele evoca a emoção de ler os clássicos da literatura de aventura como as histórias escritas por Enid Blyton e Robert Louis Stevenson. Conduz o leitor pelo exótico e romântico Oriente dos heróis intrépidos de Agatha Christie. E o autor, A. M. Dean, ele próprio um historiador, inspirado pelo fascínio que as conspirações exercem na humanidade, levanta a possibilidade de que a famosa Biblioteca de Alexandria tenha de fato sobrevivido. As pistas para desvendar esse mistério estão todas neste livro.

Emily Wess é um personagem que todo leitor se identifica. Ela é o lado aventureiro que todos possuem e a estória é a aventura que todos gostariam de passar um dia. Wess tem em suas mãos o poder de descobrir a existência da maior biblioteca da história da humanidade, a Biblioteca de Alexandria.

Apesar de muito detalhista, A Biblioteca Perdida é um livro que prende o leitor. A estória se passa em poucos dias e a quantidade de informações passada é incrível. São muitos personagens para listar, todos com sua devida importância, mas anotem aí: Arno é essencial para o desenrolar da narrativa, como também seus ensinamentos.

Wess busca por algo maior do que imagina, busca por algo que o alto escalão do governo norte-americano tenta conseguir a qualquer preço, mesmo que custe a cabeça do presidente em exercício. Será que Emily encontra como ter acesso a Biblioteca? Até que ponto ela está envolvida na Sociedade? Quem são e o que pretendem?

Todas as respostas estão nas 320 páginas de uma incrível viagem pela Alexandria e com um fim impactante em Oxford. Usem a cabeça, guardem todas as pistas que Arno deixou para Wess e tentem decifrar esse grande mistério.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.



31 de January de 2014
Postado por: Karol @ Arquivado em: Fora de Série

Nessa sexta rola uma super estreia brasileira nos cinemas: Quando eu era vivo. O filme foi baseado na obra A arte de produzir efeito sem causa, do autor Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras), só que com um clima mais de suspense, ou terror.

O LeS acompanhou a cabine, teve a oportunidade de conversar com elenco e produção, e agora vamos instigar a sua vontade de correr para o cinema contando um pouco dessa adaptação.

foto 1Como poucos tipos filmes do gênero, o diretor Marco Dutra – já fã dos livros de Lourenço – teve a sensibilidade de pegar a obra de um grande autor, focada no lado psicológico dos personagens, e transformar em um filme de suspense respeitado, sem ultrapassar o limite do medo e acabar sem querer no cômico.

O filme conta a história de Júnior, interpretado pelo brilhante Marat Descartes, que depois de se separar e perder o emprego volta a morar com seu pai, Sênior, interpretado por aquele que dispensa apresentações, Antônio Fagundes. Assim que chega em casa, Júnior percebe que nada era como antes, e que depois que sua mãe morreu, aquela casa, a casa da sua infância, tinha se transformado em algo completamente diferente. Na casa agora também morava Bruna, interpretada por Sandy, uma estudante de música que não parece querer nada com nada, até o dia em que Júnior descobre, em um quartinho dos fundos, as coisas antigas de sua mãe. No meio desses objetos, Júnior encontra uma partitura, e é aí que Bruna acaba se envolvendo, ou melhor, como Sandy mesma disse ‘ela acaba sendo tragada por tudo aquilo’.

No meio desses objetos ele também encontra antigas fitas VHS que sua mãe gravou do dia a dia dele e de seu irmão Pedro, e é através dessas fitas que nós, o público, começamos a descobrir o que realmente está por trás daquela família um tanto problemática.

foto 5Aos que perguntam sobre as semelhanças e diferenças entre livro e filme, como sempre, volto a repetir meu velho discurso, são duas formas diferentes de contar uma história, haverá sempre diferenças que serão feitas para adaptar melhor aquilo que o diretor quer contar ás telas do cinema. Artes diferentes, pedem medidas diferentes. Depois disso digo, não existem muitas semelhanças, mas como o autor mesmo disse ao ler o roteiro: ainda sim sua história estava lá. Segundo o diretor e a roteirista, o autor deu total liberdade para os dois criarem uma nova forma de contar aquela história que, como Fagundes mesmo lembrou, se passa na cabeça do pai. O mesmo ainda disse que não vê o filme como sendo sobrenatural, ou de um gênero só como o terror. Segundo ele, os símbolos do terror e suspense estão presentes no filme, mas o ambiente e a situação criam isso.

Com uma interpretação de dar inveja a qualquer ator, Marat completou dizendo que se sentiu fascinado quando leu o roteiro e topou na hora. Durante o filme todo apenas duas cenas são feitas fora do apartamento, e durante o filme você percebe que ele é essencial e reflete muito o que acontece com Júnior.

É um ótimo filme nacional, diferente do que estamos acostumados e que vale a pena ser visto. Ótima adaptação apesar das suas diferenças.



31 de January de 2014
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Lançamentos

A Única Editora lança em fevereiro o tão aguardado desfecho da Saga Encantadas, Poder. A princesa da vez é a Bela Adormecida que, ao ser despertada, desencadeia uma série de acontecimentos que deixarão todos os personagens malucos! Este livro tirará as dúvidas que ficaram em Feitiço e promete ser tão bom quanto os outros dois.

 

Acordar uma princesa pode ser letal. Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos! Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder… Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem à beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras.

Confira abaixo o booktrailer do livro. Ele não contém spoilers dos livros anteriores:

Ainda não conhece a série? Leia aqui a nossa resenha para Veneno, o primeiro livro da trilogia.



31 de January de 2014
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Lançamentos, Notícias

Conhecido mundialmente pela série best-seller O Império das Formigas, que vendeu mais de um milhão de cópias somente na França, Bernard Werber apresenta agora mais uma trilogia: O Ciclo dos Deuses. No primeiro volume, Nós, os Deuses, a misteriosa história ocorre na Ilha de Aeden, numa estranha escola em que os professores são nada mais nada menos que os doze deuses do Olimpo.

Confira abaixo a capa nacional e sinopse oficial:

 

Em algum lugar muito, muito distante, no planalto de uma ilha conhecida pelo nome de Aeden, localiza-se a cidade de Olímpia. Ali funciona a Escola dos Deuses, uma inusitada instituição sob o comando dos doze deuses da mitologia grega, responsáveis por ensinar aos seus aprendizes uma arte que requer talento, criatividade, inteligência, sutileza e intuição: a arte de ser deus.

Após evoluírem em suas vidas como mortais e desempenharem satisfatoriamente a função de anjo da guarda, os 144 alunos-deuses receberam a missão de gerenciar multidões humanas. Para isso, cada um deles é encarregado de cuidar de uma população, ajudá-la a desenvolver instintos de sobrevivência, criar cidades, guerrear, inventar religiões.

Entre os escolhidos para essa nova turma de estudantes divinos estão figuras anônimas, como o protagonista Michael Pinson e seus amigos Edmond Wells e Raul Razorback, e personalidades ilustres, como Marilyn Monroe, Édith Piaf, Gustave Eiffel, Joseph Proudhon, Sarah Bernhardt, e muitos outros.

Mas eles logo descobrem que não à toa a profissão de deus é considerada a mais difícil das atividades. Todos precisam lidar com a influência de seus mestres – entre eles Afrodite, a deusa do Amor, que desperta em Michael uma paixão arrebatadora – e com a presença de um deicida desconhecido, que resolve eliminar um a um os próprios colegas.

Além disso, os segredos da Ilha de Aeden despertam muita curiosidade, e os alunos-deuses estão dispostos a arriscar o que for preciso para descobrir, principalmente, o que é a brilhante luz no alto da montanha e que parece vigiá-los. O que será que aquilo significa? Certamente nem todos sobreviverão para desvendar esse mistério.

Em Nós, os Deuses, Bernard Werber leva o leitor ainda mais longe na descoberta das espiritualidades e mitologias. No fim dessa extraordinária saga, em que se misturam aventura, suspense e humor, todos vão se perguntar: “E eu, se fosse Deus, o que faria?”

O livro ainda não está em pré-venda e o segundo volume já tem título nacional: O Sopro dos Deuses.



31 de January de 2014
Postado por: Cine @ Arquivado em: Notícias

A editora Suma de Letras confirmou a compra dos direitos da saga In The Company of Killers, de J.A Redmerski.
Killing Sarai, primeiro volume da série, deverá ser lançado ainda em 2014 pela editora, que também é responsável pelo lançamento de outro livro da escritora, Entre o Agora e o Nunca.



30 de January de 2014
Postado por: Karol @ Arquivado em: Fora de Série

Na nossa coluna Fora de Série de hoje trazemos pra vocês um novo formato de crítica de filme! Como algumas pessoas da equipe que já assistiram o filme leram o livro e outras não, achamos que montar uma crítica com opiniões de pessoas diferentes resultaria em uma crítica mais rica. Esperamos que vocês gostem!

Karol: Uma das adaptações mais esperadas desse ano finalmente estreia nessa sexta (31/01), e nós vamos te dizer se vale a pena gastar seu dinheiro indo ver a adaptação: A menina que roubava livros. Se você realmente está esperando nosso ‘OK’ para desligar o computador e ir ao cinema, então, CORRE! Não, espera. O filme é realmente maravilhoso, mas termine essa resenha antes, ok?! Para aguçar ainda mais a sua vontade, deixa a gente te dizer o que tivemos o prazer de assistir no último dia 24/01.

Cine: A menina que roubava livros é um dos meus livros favoritos, e eu já sabia desde o primeiro momento em que foi anunciado a sua adaptação, que muito da emoção que ele possui não seria transmitida em um filme, mas ele acabou me surpreendendo da melhor maneira possível. A forma como os roteristas e diretor do filme mostraram a batalha de Liesel pelo conhecimento com a ignorância das outras pessoas ao seu redor – ignorância essa que fez com que os nazistas se espalhassem com tanta facilidade naquela época – foi muito bem feita e fiel ao livro.

Karol: Liesel é uma garotinha que já começa o filme sofrendo. Ela, sua mãe e seu irmão estão em um trem quando seu irmão morre. Alguns minutos depois a gente percebe que Liesel e seu irmão seriam adotados por um casal em Munique, mas agora ela estava sozinha. Com o coração partido por ser abandonada por sua mãe, ela encontra conforto em seu pai adotivo, que e é uma das poucas pessoas que se mantém fora do exército nazista, e faz de tudo para deixar ela um pouco feliz.

Cine: Aliás, muitas críticas feitas para o filme foram em relação de como a presença nazista foi mostrada de uma forma meio suave, mas a verdade é que não poderia ser de outra maneira, já que estamos vendo a história pelos olhos de uma criança inocente, que até então, não tinha ideia do que estava acontecendo. A maneira como a guerra foi apresentada foi super fiel ao livro, quando primeiro temos a conciência de uma guerra acontecendo longe, mas a vida segue na cidade de Liesel, até que os nazistas finalmente chegam lá e tudo começa a mudar.

Bruna: Não li o livro e, inclusive, comentamos durante o filme como achamos incrível a ideia da história se passar durante a SGM e não dar o enfoque para a guerra como a maioria dos filmes já faz, mas sim para os personagens e como era o dia a dia de viver nesse período. Pra mim foi um toque especial que fez toda a diferença.

Karol: Exatamente, o filme conta um pouco sobre essa parte horrível da história mundial do ponto de vista dos cidadãos alemães. Ser alemão não faz deles nazistas, e é essa uma das coisas mais bonitas do filme, mostrar como a guerra também foi muito ruim para inúmeros alemães e não só pintar eles como os grandes vilões.

Cine: Algumas coisas do livro não funcionariam de jeito nenhum no filme, então tiveram que ser mudadas, mas foram mínimos detalhes que de jeito nenhum prejudicaram a história que é contada em A menina que roubava livros. A mensagem principal continua ali: o drama familiar em uma época de desespero, a busca pela esperança, a importância da amizade, o medo e também, a coragem.

Cine: Se você curtiu o filme e o achou emocionante mas ainda não leu o livro, sugiro que corra para a livraria mais próxima para comprá-lo e também já pegue alguns lencinhos, porque a emoção transmitida no livro é muito mais forte do que qualquer filme possa mostrar.

Bruna: Foi a primeira vez que fui ao cinema e sai sem a menor vontade de ler o livro, de tanto que os personagens na telona e o roteiro me conquistaram. Mas sabendo que foi uma adaptação fiel e que o livro é muito mais emotivo, acho que vou comprá-lo pra poder reviver a história de Liesel com mais detalhes.

Karol: Posso dizer que é um dos filmes mais bonitos que já vi. Agora vocês estão liberados, CORRAM PARA OS CINEMAS!

A menina que roubava livros estreia nos cinemas de todo o Brasil na próxima sexta-feira, 31/01.



30 de January de 2014
Postado por: Karol @ Arquivado em: Resenhas

Livro: Veneno
Série: Encantadas
Autor: Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 223
Resenhado por: Karol
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Fnac Extra

“Sexy, sarcástico e de prender a respiração! Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! Não existe “Felizes para sempre”! Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativam por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos! Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia!”.

Caramba! Que livro legal! Desde que a Editora Única apareceu com essa saga, eu fiquei muito curiosa. Adoro contos de fadas, e adoro mais ainda as adaptações deles, sendo seriado, filmes, e agora pra minha lista, livros.

A “moral da história” dos contos de fadas passou a ser muito criticada pelas pessoas por serem fantasiosas demais, às vezes por serem machistas e por não ensinarem de fato às crianças coisas da vida. Muitos acreditam que eles são objetos de alienação. Por outros, os contos de fadas são considerados importantes. Trabalham a imaginação e mesmo que de forma sutil, ensinam. Essa discussão não vem ao caso nessa resenha, o ponto importante aqui, você os amando ou odiando, é que eles fazem parte da vida de uma criança e nada mais interessante do que adapta-los aos que já foram crianças mas, que agora, tem outra visão sobre as relações interpessoais, seja ela do nível que for.

Quando se é pequeno, a Rainha Má da Branca de Neve é só uma pessoa má, amargurada querendo acabar com a vida de uma pessoa tão boa e amável como a Branca de Neve. Os anões têm suas características nos nomes, o Feliz nunca será triste. Mas nós, adultos e adolescentes, sabemos que não é assim que a vida funciona, aprendemos a identificar inúmeras características nos outros, diferenciamos o bem do mau e quase sempre, se não for sempre, encontramos os dois em uma única pessoa. Talvez aprendemos até a identifica-las com os contos de fadas, mas com o passar dos anos, por causa da nossa convivência a gente descobre que ninguém é 100% mau, feliz ou bom, e é bem nisso que Sarah Pinborough focou em Veneno, e que provavelmente irá focar em toda a sua saga.

Não espere encontrar um super enredo maluco baseado em alguns personagens, como na série Once Upon a Time, uma das minhas favoritas. E isso não é ruim, não. Isso é ótimo! O livro segue num viés completamente diferente e igualmente interessante. Sarah se baseia nos pontos principais da história e segue a cronologia igual a do conto da Branca de Neve mas, transformando ele em uma história adulta. Com palavrões e cenas de sexo detalhadas, você passa a conhecer novos personagens que já são lhes são conhecidos. Você conhece a motivação da Rainha em odiar tanto Branca de Neve, assim como conhece a motivação de cada um dos personagens para tomarem atitudes do jeito que conhecemos nos contos de fadas, e é essa motivação que transforma uma história infantil em um livro para adultos.

Veneno tem uma narração gostosa, que não cansa apesar de você saber o que vem depois. O andamento de uma ação chave da história para outra é ligado de forma simples que te prende a atenção. É um livro detalhado. Um detalhamento intrigante que não te deixa tirar os olhos das páginas, e no final, nas últimas páginas quando você acha que tudo ficará bem vem a parte mais incrível do livro. Fiquei de boca aberta e pasma de como a autora pegou tal personagem e o colocou para tomar aquela atitude. Segredo de quem é!

Não vou entrar em detalhes do que achei de cada personagem e de como são suas características pois, ao meu ver, essa é a parte mais interessante do livro, é o que te faz o ler de capa à contracapa.

E sabe o que é pior? Que pensando bem, se uma criança com a experiência de uma adulta eu tivesse sido, eu teria me feito inúmeras perguntas vendo o filme da Disney, perguntas que até hoje não tinha feito mas, que fazem todo o sentido e que Sarah respondeu de seu próprio jeito.

A história você já conhece, mas os personagens são completamente novos.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.