A cada novo volume da série Como Treinar Seu Dragão, somos impressionados com uma nova e instigante história da trajetória do atrapalhado Soluço, Banguela e seus amigos. Nesse sexto volume Soluço não tem um aniversário tão tranquilo como realmente gostaria: com ação, e claro, recheado de humor, acompanhamos Soluço, Perna-de-peixe e Camicazi por uma aventura no labirinto da Biblioteca Pública dos Cabeças-ocas. Os três amigos vão parar na biblioteca depois de Stoico, pai de Soluço, pegar ele rascunhando seu próprio livro: Guia do Herói para vencer dragões mortais. Stoico e os Hooligans não dão muito valor aos livros. O único livro que deve ser lido pela tribo é o exemplar do livro “Como treinar seu dragão”; e é o único do qual Stoico dá valor. O exemplar de Stoico foi roubado da biblioteca e ele se vangloria disso. Só que Banguela, o dragão incorrigível de Soluço, destroça o exemplar do livro do pai de Soluço. Decidido a substituir o exemplar de seu pai sem que ele perceba, Soluço decide ir até a Biblioteca Pública dos Cabeças-ocas em busca de uma nova cópia de “Como treinar seu dragão”. Em um mundo em que os livros são considerados inúteis é muito legal ver como a visita à Biblioteca influencia e maravilha Soluço. E esse não deixa de ser um pararelo com a nossa realidade, afinal, somos um país que, ainda, consome muitos poucos livros por pessoa. Quem acompanha a série sabe que Soluço é um herói às avessas de seus iguais, vikings bárbaros, que acreditam que tudo deve ser resolvido na luta e no grito. Nosso pequeno e jovem herói, porém, faz uso de sua inteligência e astúcia para vencer seus obstáculos, e claro, da ajuda de seus atrapalhados amigos e respectivos dragões. É impossível não se divertir com os enredos simples, porém cheios de emoção e valores. Os perfis e nomes dos personagens são um show a parte que ajudam a tornar a leitura ainda mais prazerosa. O livro traz uma seção especial com fichas de dragões e também um Dicionário de Dragonês, que promete agradar ainda mais os fãs da série.
Trazendo de volta antigos personagens de aventuras antigas, Cressida Cowell conta para seus leitores mais uma energética confusão/aventura de Soluço, Perna-de-peixe e Camizazi. Uma coisa que eu gostei bastante foi que o livro começou de forma diferente dos outros volumes: o prólogo nos apresenta personagens das quais não conhecemos e também não sabemos de sua história. Depois, a história se volta para a Competição Amistosa de Nado Intertribal entre os Hooligans, as Ladras do Pântano e os Histéricos. Vence competição de nado o último homem que voltar para a terra e passar mais tempo no mar sem pedir ajuda a boia ou barco. Como se não fosse suficiente ter que entrar no mar gelado e ainda ter a pressão de seu pai para que Soluço vença, pelo menos, seu primo (e inimigo) Melequento, o avô de Soluço, Velho Enrugado, faz um pedido muito estranho a ele: entrega a coisa que tiquetaqueia (uma espécie de bússola) ao neto e exige que o garoto volte da competição, precisamente, em três meses, cinco dias e seis horas. Velho Enrugado é tido como um tipo meio louco não é muito levado a sério por ninguém, mas, por algum motivo, Soluço acha que deve levar o pedido do avô muito a sério. Como o próprio título do livro remete, esse livro é passado, na maior parte do tempo, em alto mar. Ainda acompanhamos Soluço, Perna-de-peixe, Camicazi e seus respectivos dragões em uma quase-visita ao continente americano, antes mesmo de ele ser descoberto por Cristóvão Colombo. Tudo pura ficção, claro. Mesmo sendo um livro infantil de narrativa leve, a autora aborda temas polêmicos e não tão infantis: tráfico de escravos, a margem entre a genialidade e a loucura dos grandes pensadores e inventores e o poder do perdão. Como todos seus outros livros, Como navegar em uma tempestade de dragão tem uma bela mensagem para os leitores: nem sempre a vingança vale a pena, é preciso aprender a perdoar e quebrar círculos viciosos para que novas coisas possam acontecer e então, poderemos progredir. Soluço é mais do que apenas um personagem carismático, ele é um exemplo para os jovens leitores. Pra quem gosta da série, boas notícias: uma continuação de Como Treinar um Dragão para os cinemas é esperada para 2013; e para 2012 está previsto o lançamento de uma série televisiva do Cartoon Network, baseada nos personagens desta saga.
Nada como uma mudança de perspectiva para dar um novo gás para uma história. Ainda mais quando essa história é uma série de livros que já ultrapassou 10 volumes. É exatamente isso que temos em Como treinar o seu viking: uma história contada por Banguela, o dragãozinho atrevido de Soluço. Essa mudança é muito interessante e dá um tom diferente para a narrativa. Nessa história contada pelo pequeno dragão, os garotos da tribo dos Hooligans Cabeludos vão participar de uma competição de caça em alto-mar. A equipe que pegar menos peixes terá que limpar o banheiro dos dragões. Obviamente Soluço forma equipe com seu grande amigo Perna-de-Peixe. Tudo corre bem, pois Banguela é um excelente caçador, porém, ele é enganado pelos dragões dos maiores inimigos de Soluço: Melequento e Bafoca. Como nos outros volumes, os amigos e Banguela conseguem contornar as mais variadas adversidades que aparecem no caminho, a impressão que temos é que tudo é sempre mais difícil e complicado para Soluço e o atrapalhado Perna-de-Peixe. Apesar da pequena ladra, Camicazi, não aparecer, não senti falta dela nessa breve narrativa. Como todos os livros da série até agora, o livro é muito bem diagramado, repleto de ilustrações e com uma capa super linda e chamativa para o público mais jovem. Pra quem gosta da série, boas notícias: está previsto o lançamento de uma série televisiva do Cartoon Network ainda esse ano baseada nos personagens desta saga. |
O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. O romance é campeão de vendas na Alemanha e na Espanha e chega ao Brasil pela Suma de Letras.
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O segundo livro da série nacional Crônicas dos Senhores de Castelo, de G. Brasman e G. Norris, será lançado esse mês. Efeito Manticore dá sequência ao primeiro livro da série, Poder Verdadeiro. (leia a resenha dele aqui!)
O livro está em pré-venda na Saraiva e na Livraria Cultura. |
Meia-Noite é terceiro da trilogia Diários do Vampiro: O Retorno e o sétimo volume da série Diários do Vampiro, escrito por L. J. Smith. Você confere a capa abaixo:
O livro já se encontra em pré-venda nas seguintes livrarias: Saraiva e Submarino |
Ótima notícia para os leitores da série As Crônicas de Gelo e Fogo: considerando os inúmeros pedidos dos leitores, a Leya Brasil resolveu antecipar o lançamento do livro Dança dos Dragões para o dia 25/06, o quinto livro da série de George R. R. Martin.
Você já pode encomendar o seu livro na Livraria Cultura ou no Submarino. |
A Editora Agir anunciou que o lançamento de Hades, a continuação de Halo (leia a resenha aqui!), da autora Alexandra Adornetto, tem previsão de lançamento para o mês vigente (Maio).
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Um livro grande e pesado chegou na minha porta, prometendo ser mais uma grande série sobre seres sobrenaturais. Logo na capa, já tive uma dica de que eu possivelmente amaria ler: um comentário da Becca Fitzpatrick, autora de Calafrio. História de lobisomens, aí vou eu! Logo no primeiro capítulo de Sob a Luz da Lua, a autora já nos confronta com o grande clímax do livro – a mocinha encontra o mocinho, a mágica acontece, mas eles não podem ficar juntos. Ok. Me impressionou essa coisa de não se criar um monte de histórias antes de acontecer aquilo que deve ser o movimento da história, mas essa é realmente a grande sacada: Cremer joga a isca, te mostrando qual é a do livro, e depois só cria a história por trás. É o principal fator que nos prende à história. Em Vail, Colorado, algo misterioso paira no ar: a cidade é monitorada por lobisomens, que protegem a área e seus pontos sagrados. Esses lobos são os Guardiões, os protetores dos Defensores. Dentro dessa cidade há dois bandos, os Bane e os Nightshades. Em 31 de outubro, no Samhain, um terceiro bando será formado unindo o alfa herdeiro dos Bane, Ren, e a alfa herdeira dos Nightshade, Calla. Confesso ter um pouco de antipatia de heroínas, porque muitas vezes elas agem exatamente ao contrário do que se espera delas, mas Calla é diferente. Muito embora ela realmente faça um bocado de coisas estúpidas no decorrer da narrativa, ela sabe o que é o certo e muitas vezes não parece só conformada com o seu destino (que foi traçado logo que ela nasceu), mas parece feliz com o que a espera. Mas como toda heroína, tem AQUELE cara que faz as coisas parecerem diferentes, que faz com que você queira mudar tudo, só para ficar perto dele. O cara em questão é Shay Doran. Shay também é o típico mocinho: jovem, lindo e gostosão. Mas ele também tem o lado nerd, que gosta de ficar lendo e adora histórias em quadrinho. É ou não de se apaixonar? Ele é aquele diabinho pentelho no ombro de Calla, que a faz se questionar de todas as coisas que já estavam destinadas a ela, e a faz até mesmo duvidar de sua própria história, sobre o que é bom ou mau – e é esse lado que faz as coisas ficarem ainda mais legais. Sobre os outros personagens, posso falar especialmente de Ren (que é o cara que inicialmente parece mau, e que é lindo, gostosão e pegador), que é de longe o meu personagem favorito, por seu temperamento explosivo, seu jeito muito safado e galanteador. Ansel, o irmão de Calla, é o tipo do irmão que todo mundo gostaria de ter (e algumas pessoas não tem), aquele que está sempre do seu lado e te apoia em tudo e jamais discute – se bem que não dá pra discutir muito quando sua irmã mais velha é quem lidera a alcatéia… Alguns personagens são apenas citados e pouco se fala sobre eles, como por exemplo Dax, Sabine e Cosette (dos Bane) e Fey (Dos Nightshade). Eu espero que nos próximos volumes eles tenham mais participação e consiga se saber mais sobre eles. Uma coisa que me deu um pouco de antipatia sobre os personagens é que no início do livro eles são uma coisa, e chegando no final, eles são outra. Ficou parecendo que do jeito que a autora estava conduzindo a história, os personagens não estavam mais se encaixando, e daí, foi necessário fazer com que eles mudassem um pouco para adaptá-los. Achei estranho. E, é claro, como boa autora, Andrea Cremer encerrou seu primeiro volume no momento em que eu mais tinha perguntas em mente, tanto sobre os acontecimentos, quanto sobre a história que desencadeou as perseguições e planos e tramoias. Nos Estados Unidos, a série já conta com o terceiro volume e um “prequel”. |
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