LEt’S talk #11 no ar!
Está no ar mais uma edição do LEt’S talk, video-blog semanal da equipe, onde falamos sobre os livros que recebemos e os que estamos lendo atualmente! Como esse final de semana estaremos na Bienal de São Paulo, resolvemos postar alguns dias antes.Clique abaixo para ver:
Livros citados:
- Wake
- Reunião Sombria
- O último olimpiano
- Os arquivos do semideus
- A passagem
- Gossip Girl – Os Carlyle
- Os portões de Roma
- O lobo das planícies
- Azincourt
- O Rei do inverno
- Os sete
- O turno da noite
Folha Online entrevista André Vianco
Arrastar uma sequência frenética de acontecimentos para deixar o leitor apaixonado pela história. É desta forma que o escritor André Vianco prende o leitor não só pelo pescoço, com suas tramas vampirescas, mas pela curiosidade.
Vianco já vendeu mais de 500 mil livros no Brasil. É um dos autores mais conhecidos pelo público, que tem apreço pelos seres da noite.
Especialista em narrativas de suspense, o autor agora também publicará seus livros pela editora Rocco, além da Novo Século. O escritor faz questão de honrar os fãs e agradecê-los pela repercussão de seus exemplares.
Seu primeiro livro, “Os Sete“, caiu nas leituras do público graças à sua persistência. Desempregado, chegou a vendê-lo de porta em porta até que conseguiu uma editora. Hoje, tem 14 títulos publicados, dois a caminho e uma trilogia prevista para 2011, além de um piloto para adaptar os volumes de “O Turno da Noite” para a televisão.
Em entrevista à Livraria da Folha, Vianco fala sobre a literatura de horror no Brasil, os vampiros adolescentes que ocupam as prateleiras e a atração que essas criaturas exercem sobre as mulheres.
Livraria da Folha: Por que você decidiu escrever sobre vampiros?
André Vianco: Eu desde pequeno assistia e lia muitas histórias de terror. O vampiro dividia um espaço ali no panteão das criaturas noturnas, lado a lado com lobisomens, almas penadas e congêneres. Quando cheguei à adolescência, comecei a escrever minhas histórias e aos 23 anos de idade eu escrevi meu primeiro romance pra valer, carregado por anjos e demônios em guerra ["O Senhor da Chuva" ] e, quando terminei esse primeiro livro, pensei, agora quero escrever uma história de vampiros, foi aí que surgiu “Os Sete” em minha cabeça.
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André Vianco comemora mais de 500 mil livros vendidos
Nem todo sonho com vampiros assassinos e monstros sanguinários pode ser chamado de pesadelo. Eterno viciado em filmes de terror, o paulista André Vianco sonhava com essas criaturas o tempo todo, dormindo ou acordado, e cismou de levá-las para o papel. Correu atrás e, quando a febre pop de “Crepúsculo” estourou, em 2008, ele já tinha um portfólio de títulos publicados sobre os seres da noite. Hoje, Vianco é o maior escritor brasileiro de terror. Vendeu mais de 500 mil livros em dez anos e acaba de assinar contrato com a Rocco, uma das principais editoras do país.
- Quando comecei a publicar, Bella ainda estava no jardim de infância (risos). Não sou oportunista, mas o sucesso de “Crepúsculo” deu força ao gênero vampiresco e eu vendi muito ano passado. Depois que ficam órfãs de Stephenie (Meyer), as pessoas acabam correndo para os vampiros do titio André – diz o autor, que tem 12 títulos publicados e outros dois quase no prelo, em entrevista por telefone, de sua casa em Osasco, na Grande São Paulo. – Mas os meus personagens não brilham no sol nem são bonzinhos. Não gosto de vampiro light e politicamente correto.
O campeão de vendas de Vianco é justamente seu primeiro livro, “Os sete“, de 2000, cuja primeira edição, de mil $, foi totalmente bancada pelo autor, a duras penas. Mas a saga de Vianco, de 35 anos, começou com o garoto de Osasco atravessando as noites vendo filmes de terror na televisão. “A hora do pesadelo”, “A bolha assassina”, “Drácula”… Tudo o alimentava de referências, e as primeiras vítimas de sua imaginação assustadora foram os primos. Quando o resto da família passava feriados no interior paulista, ele gostava de botar medo na parentada contando histórias de terror.
- Lembro-me de um filme sobre um bandido que perde a mão e é morto. Depois, a mão volta para se vingar. Não me lembro do nome, mas rendeu vários pesadelos – conta ele. – Depois das histórias que eu contava, as tias reclamavam que ninguém mais dormia de luz apagada na casa.
O paulista começou a escrever com uns 15 anos, rabiscando poemas para as meninas da escola. O primeiro projeto de livro veio aos 18 (“Graças a Deus ninguém publicou”, brinca). Aos 20 e poucos, Vianco trabalhava numa firma de cartão de crédito, atendendo a telefonemas de madrugada. A rotina vampiresca, na calada da noite, foi o ambiente perfeito para a proliferação das histórias. Demitido após três anos, ele torrou seu fundo de garantia na publicação de “Os sete“, sobre vampiros que espalham terror pelo Brasil.
- Eu tinha um sonho de viver das minhas histórias. Escrevi um livro sobre vampiros porque sempre gostei e porque tem mais apelo comercial. Só que, mesmo assim, ninguém quis editar. Então, publiquei por conta própria. Investi tudo o que tinha – explica o autor. – Eu era um ser da madrugada.
Os mil exemplares de “Os sete” se foram rapidamente, e, em 2001, Vianco assinou com a editora Novo Século, pela qual publicou todos os seus livros seguintes (e as novas edições de “Os sete”). A cada título, o escritor ganhava mais $, e, quando o casal Bella e Edward Cullen chegou ao Brasil, ele já era conhecido como o “vampiro brasileiro”. Aí, foram as grandes editoras que começaram a correr atrás. O escritor analisou várias propostas antes de fechar com a carioca Rocco.
- A jogada se inverteu. A Rocco vai me levar para um público que não me conhece, mas vou continuar publicando livros pela Novo Século também – diz Vianco, que está produzindo o episódio piloto de uma série de TV baseada nos três volumes de seu livro “Turno da noite“.
Para a Rocco, o autor entrega, em breve, o livro “O caso Laura”, um policial de atmosfera dark. Já para sua antiga casa, ele está terminando “A noite maldita”, seu décimo título sobre vampiros.
- Não sou mais da noite. Tenho três filhas, durmo bem e frequento academia. Mas as pessoas acham que eu sou vampiro. Uma menina levou uma ampola de sangue para uma noite de autógrafos, e eu recusei dizendo “já almocei” – conta Vianco, rindo. – Sou um escritor underground porque faço parte de um gênero renegado no Brasil. Mas, ao mesmo tempo, estou despontando como um dos autores que mais vendem no Brasil. Isso tudo só com o apoio dos meus leitores. É um orgulho.
Creditos: O globo.
LEt’S talk no ar!
Vocês pediram e nós resolvemos fazer. Aproveitando que nossos amigos Garota It e Fracky já fazem, colocamos no ar hoje o primeiro Let’s Talk, video-blog do Livros em Série. Serão vídeos semanais, onde iremos falar sobre os livros que recebemos, compramnos, ganhamos e também sobre seriados e filmes baseados em séries. E de quebra, você poderá conhecer as pessoas por trás do LeS! Então clique no video abaixo e veja o primeiro LEt’S talk!
‘Crepúsculo’ liberta vampiros brasileiros
Nem só de Beto Carneiro, o Vampiro Brasileiro, personagem criado pelo humorista Chico Anysio nos anos 1980, se faz o catálogo vampiresco nacional. Motivados pelo sucesso de séries fantásticas como a do bruxo Harry Potter, criaturas nacionais têm deixado as gavetas de seus criadores e colocado os caninos para fora. “Quando comecei a trabalhar com livros, em 1995, havia um consenso de que literatura fantástica não vendia no país. Aí, veio Harry Potter, em 2000, e mudou tudo”, diz Luciana Villas Boas, diretora editorial da Record. Confira o perfil de quatro autores nacionais – e seus vampiros.
Ivanir Calado é testemunha dessa mudança. Seu livro O Mundo de Sombras: o Nascimento do Vampiro, que deve ser o primeiro de uma trilogia, foi publicado em 2007, mas rascunhado há 20 anos. “Harry Potter mostrou que o livro infantojuvenil pode ser grande, que a molecada está disposta a ler.”
A saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, ajudou o gênero a explodir no Brasil. “Os livros de vampiros sempre tiveram leitores cativos, mas a demanda aumentou com Crepúsculo”, conta Nilda Vasconcelos, diretora da Novo Século. A editora é uma das que mais aposta na área. Já publicou diversos autores nacionais, entre eles o best-seller André Vianco – com mais de 438.000 exemplares vendidos. E prepara para 2010 o lançamento de uma paródia da saga de Stephenie Meyer, Opúsculo.
Uma outra análise, de fundo sociológico, se soma às explicações para o sucesso do gênero fantástico. É a do professor de teoria literária Carlos Berriel, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Esses monstros são antigos e arquetípicos. Como vivemos um período de inseguranças abstratas e não localizadas, é natural um retorno dessas figuras”, diz. O sucesso de Crepúsculo, segundo Berriel, revelaria ainda algo sobre os EUA. “É uma série de um vampiro de classe média, um mauricinho com hábitos corretos, quase vegetariano. Uma espécie de governo Obama, que tem poderes malignos mas não pretende usá-los.”
Veja abaixo o perfil de André Vianco:
Para escrever Bento, um de seus 12 livros já publicados, o paulista André Vianco se inspirou numa lenda aborígene australiana, em que seres fantásticos bebem o sangue de suas vítimas e depois as engolem – clique aqui para ler um trecho do romance. Os vampiros de Bento não chegam a deglutir seus alvos, mas os caçam do alto das árvores, como faziam seus ascendentes da Austrália. Só mais adiante no livro, um calhamaço de 520 páginas, os vampiros sofrem mutações, transformam-se em dragões e passam a devorar os que encontram pela frente.
Na nona edição, com 30.000 exemplares vendidos, Bento é uma amostra do potencial comercial de Vianco. Sua obra mais comprada, o romance de estreia Os Sete, já atingiu a marca de 90.000 exemplares aproximadamente. Parte desse volume – cerca de 15.000 livros – foram vendidos de forma independente, quando o autor ainda não tinha editora.
Foi um período de batalha. Vianco ia de livraria em livraria, pedindo que vendessem seu livro e, se possível, arranjassem um lugarzinho para ele na vitrine. Deu certo. Ele chamou a atenção da Novo Século, que relançou Os Sete e editou os livros seguintes do escritor. Hoje, ele vive de direitos autorais provenientes das obras.
Pelas páginas do escritor, não passam só vampiros. Lá, se encontram assombrações, lobisomens e figuras do folclore nacional, como o Curupira (ser mítico que protege a floresta) e o Boitatá (cobra de fogo). “O que me atrai no sobrenatural é o mistério”, diz Vianco, que travou contato com temas fantásticos a partir dos seis anos, vendo filmes de terror pela televisão. “Fantasia e ficção científica sempre me prenderam a atenção.”
Creditos: Veja
'Crepúsculo' liberta vampiros brasileiros
Nem só de Beto Carneiro, o Vampiro Brasileiro, personagem criado pelo humorista Chico Anysio nos anos 1980, se faz o catálogo vampiresco nacional. Motivados pelo sucesso de séries fantásticas como a do bruxo Harry Potter, criaturas nacionais têm deixado as gavetas de seus criadores e colocado os caninos para fora. “Quando comecei a trabalhar com livros, em 1995, havia um consenso de que literatura fantástica não vendia no país. Aí, veio Harry Potter, em 2000, e mudou tudo”, diz Luciana Villas Boas, diretora editorial da Record. Confira o perfil de quatro autores nacionais – e seus vampiros.
Ivanir Calado é testemunha dessa mudança. Seu livro O Mundo de Sombras: o Nascimento do Vampiro, que deve ser o primeiro de uma trilogia, foi publicado em 2007, mas rascunhado há 20 anos. “Harry Potter mostrou que o livro infantojuvenil pode ser grande, que a molecada está disposta a ler.”
A saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, ajudou o gênero a explodir no Brasil. “Os livros de vampiros sempre tiveram leitores cativos, mas a demanda aumentou com Crepúsculo”, conta Nilda Vasconcelos, diretora da Novo Século. A editora é uma das que mais aposta na área. Já publicou diversos autores nacionais, entre eles o best-seller André Vianco – com mais de 438.000 exemplares vendidos. E prepara para 2010 o lançamento de uma paródia da saga de Stephenie Meyer, Opúsculo.
Uma outra análise, de fundo sociológico, se soma às explicações para o sucesso do gênero fantástico. É a do professor de teoria literária Carlos Berriel, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Esses monstros são antigos e arquetípicos. Como vivemos um período de inseguranças abstratas e não localizadas, é natural um retorno dessas figuras”, diz. O sucesso de Crepúsculo, segundo Berriel, revelaria ainda algo sobre os EUA. “É uma série de um vampiro de classe média, um mauricinho com hábitos corretos, quase vegetariano. Uma espécie de governo Obama, que tem poderes malignos mas não pretende usá-los.”
Veja abaixo o perfil de André Vianco:
Para escrever Bento, um de seus 12 livros já publicados, o paulista André Vianco se inspirou numa lenda aborígene australiana, em que seres fantásticos bebem o sangue de suas vítimas e depois as engolem – clique aqui para ler um trecho do romance. Os vampiros de Bento não chegam a deglutir seus alvos, mas os caçam do alto das árvores, como faziam seus ascendentes da Austrália. Só mais adiante no livro, um calhamaço de 520 páginas, os vampiros sofrem mutações, transformam-se em dragões e passam a devorar os que encontram pela frente.
Na nona edição, com 30.000 exemplares vendidos, Bento é uma amostra do potencial comercial de Vianco. Sua obra mais comprada, o romance de estreia Os Sete, já atingiu a marca de 90.000 exemplares aproximadamente. Parte desse volume – cerca de 15.000 livros – foram vendidos de forma independente, quando o autor ainda não tinha editora.
Foi um período de batalha. Vianco ia de livraria em livraria, pedindo que vendessem seu livro e, se possível, arranjassem um lugarzinho para ele na vitrine. Deu certo. Ele chamou a atenção da Novo Século, que relançou Os Sete e editou os livros seguintes do escritor. Hoje, ele vive de direitos autorais provenientes das obras.
Pelas páginas do escritor, não passam só vampiros. Lá, se encontram assombrações, lobisomens e figuras do folclore nacional, como o Curupira (ser mítico que protege a floresta) e o Boitatá (cobra de fogo). “O que me atrai no sobrenatural é o mistério”, diz Vianco, que travou contato com temas fantásticos a partir dos seis anos, vendo filmes de terror pela televisão. “Fantasia e ficção científica sempre me prenderam a atenção.”
Creditos: Veja
Agenda cultural do final de semana
Neste final de semana temos dois eventos de lançamento do livro “A Hospedeira”, de Stephenie Meyer. Um no Rio de Janeiro, e um em Belo Horizonte.
07/11 – Rio de Janeiro (Livraria da Travessa Barrashopping – 17h)
07/11 – Belo Horizonte (Livraria Leitura Bh Shopping – 13h)

E para quem for de São Paulo, acontecerá no shopping Villa-Lobos, um encontro com o autor André Vianco:
07/11 – São Paulo (Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos – 15h)
Semana que vem, dia 15 de novembro tem o evento de lançamento do Livro “O Confronto”, segundo livro da saga “Diários do Vampiro”, no Rio de Janeiro, na livraria Saraiva MegaStore, do shopping Rio-Sul, às 15h! Marquem na agenda e compareçam!!!





























